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Contra o racismo

O dia nacional da consciência negra, cuja finalidade é a superação da discriminação, especialmente contra os de pele negra ou similar, é boa ocasião para falarmos do racismo.

Antropologicamente, a palavra “raça”, referindo-se a seres humanos, está superada, pois biologicamente significa “subespécie” e conota um preconceito contra certos grupos humanos, o que vem a ser “racismo”. Às vezes se usa o termo “raça” para identificar um grupo cultural ou étnico-linguístico, mas seriam preferíveis os termos “população”, “etnia” ou “cultura”.

A Igreja já se pronunciou diversas vezes contra o preconceito baseado na cor da pele ou na etnia, proclamando, firmada na divina Revelação, a dignidade de toda a pessoa criada à imagem de Deus, a unidade do gênero humano no plano do Criador e a reconciliação com Deus de toda a humanidade pela Redenção de Cristo, que destruiu o muro de ódio que separava os mundos contrapostos, para que em Cristo se recapitulassem todos os seres humanos. Com essas premissas…

HÁ QUEM FAÇA POR AMOR!

Há quem faça as coisas por amor
Há quem faça as coisas “por amor”. Há quem faça as coisas procurando “ser o Amor”. Quem faz as coisas “por amor”, pode fazê-las bem; mas pensando, por exemplo, em prestar um grande serviço a um irmão, digamos doente, pode aborrecê-lo com seu falatório, com seus conselhos, com suas ajudas, com uma caridade pouco sensata e pesada. Coitado! Ele terá um mérito, mas o outro, um peso. Tudo isto porque é preciso “ser Amor”. O nosso destino é como o dos astros: se giram, existem, se não giram, inexistem. Nós existimos – entendendo-se que vive em nós não a nossa vida, mas a de Deus – se não cessamos um instante de amar. O amor nos insere em Deus, e Deus é o Amor. Mas o Amor, que é Deus, e Deus é o Amor. Mas o Amor, que é Deus, é luz e com a luz vemos se o modo como nos aproximamos e servimos o irmão está em conformidade com o Coração de Deus, está com o irmão gostaria, como ele sonharia se tivesse a seu lado não nós, mas Jesus. Chiara Lubich